12.1.13
31.12.12
Boas festas !
Aos nossos leitores e parceiros, que 2012 tenha sido produtivo e que 2013 se apresente com muitas realizações e oportunidades !
Abraços fraternais,
Equipe Presença.
Abraços fraternais,
Equipe Presença.
17.11.12
Marcus Pereira e a paixão pela música
Revirando minhas caixas de papéis
reencontrei esta matéria recortada de uma edição do Jornal do
Brasil de agosto de 2006.
Marcus Pereira foi responsável pelo
lançamento de discos de Cartola, Elomar, Quinteto Armorial, Arthur
Moreira Lima entre tantos outros. Lançou nos anos 70 uma coleção
de 16 LPs intitulada Música Popular, registro da produção
musical de todas as regiões do Brasil, resultado de suas viagens pelo país.
Os LPs lançados pela gravadora Discos
Marcus Pereira têm um valor incomensurável para a música
brasileira.
Como ele mesmo dizia “ um país que
tem uma música como a nossa não merece dívida externa.”
Infelizmente Marcus Pereira nos deixou
antes da hora, em 1981. Endividado e vendo-se impossibilitado de dar
continuidade ao trabalho que tanto amava , suicidou-se com um tiro
aos cinquenta anos.
O Homem se foi
mas suas realizações magistrais
permanecem.
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15.11.12
Fábio Alves
A Rua
I
Caminhamos pela rua
Sempre tentando
Olhando em volta
E vendo como as
coisas se resolvem
Como se encaixam as
peças do jogo
Sob o jugo da
entropia do universo
Que faz com que tudo
se acomode
O homem usa da
preguiça
E se faz alheio à
vontade
Impulsionada pelo
dentro
De ao próximo amar
II
Tentando e olhando –
vês?
Buscando o que
realmente importa
Que talvez seja a
pureza humana
Que anda nas
entrelinhas
Esmagada pelas linhas
Do egoísmo em negrito
E da maldade inata
sublinhada
A qual vai
aperfeiçoando-se
Na école do tempo
Internato vitalício
No qual é impossível
Visitar os pais nos
fins de semana
III
E a nossa pequenez
Canalizada e balizada
pelo próximo
Que cria regras
mesquinhas de convivência
Visa ao material – O
concreto infernal
De pleitos e desejos
abstratos
Os quais jamais serão
conquistados
Deixam pelo caminho
as minas
Que serão esquecidas
Até que um outro
homem
Alheio a esses –
talvez até um homem puro
Pise-as e carregue
consigo a morsa
De mutilações e
pensamentos pós-traumáticos
A vida segue...
IV
Onde será que está?
Aquilo que foi
perdido
Ou que talvez nunca
foi criado
O amor verdadeiro e
puro
Nos faz umedecer os
olhos
Só de pensar que ele
existe
E nossos lábios
tremem
Ao descobrir que é
impossível
Compreendê-lo por
completo
Somos reprovados à
prova
Da lição que Jesus
nos ensinou
Continuamos
ignorantes
Dando cabeçadas nas
paredes
Da rua por onde
caminhamos.
(Fábio dos Santos – maio de 2007)
5.11.12
Iberê Camargo
Os escritos de Iberê Camargo estão à altura de sua pintura.
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Mistérios
da vida
Astronauta de uma nave cultural, a Terra, pendurado de cabeça pra
baixo ou para cima, sem teto nem assoalho, navego num espaço que a
imaginação não consegue limitar. Como um marinheiro embarcado à
força procura ler o livro de bordo, para descobrir o roteiro desta
inquietante viagem, consulto o mar, as pedras que são os documentos
mais antigos e os alfarrábios amontoados nos cantos da nave. Alguns
são de uma clareza obscura, outros de uma certeza incerta. Há
muitas rasuras nesses velhos escritos. Sempre lhes falta a última
página. Pergunto então aos viajantes mais antigos, mas nenhum deles
viu os sinais que, dizem, outrora no céu apareceram. Olho para
aquela Lua pisada pelo homem. Penso que ela seja falsa. A Lua, a
minha Lua, é aquela que traz sobre a face Nossa Senhora montada no
burrinho, carregando nos braços o Menino Jesus. É a minha Lua e a
Lua da Chata, minha irmã de criação. Se isso não for verdade,
então os velhos mentiram para nós.
Inquietante é a viagem da nossa nave, correndo pelo espaço sem
fim...Nesta viagem, neste meu durar renovam-se os passageiros. É um
embarcar e desembarcar azafamado. Muitos não se preocupam em
conhecer o roteiro da nave nem o seu próprio durar, considerando que
essa indagação rouba o prazer da viagem. Comportam-se como
turistas. Eu não estou entre esses. Embora saiba que, abrindo uma
porta, encontro uma outra fechada, continuo a abri-las uma após
outra, indefinidamente. O homem quer conhecer.
Esse mistério que veste as coisas está presente também na arte.
Jamais consegui explicar a alguém o algo misterioso que existe na
obra de arte. Esse mistério está no quadro, nos olhos do gato, nos
olhos do homem e na vida. E a tudo envolve e a todos confunde. É o
real na sua concreteza.
Quando à noite, na minha cidade, ouço o trotear de um cavalo no
asfalto da minha rua, eu imagino um ser fantástico a galopar no
escuro pelo céu, pela Via Láctea. Este pensamento, que talvez
pareça absurdo e pueril, é menos fantástico do que o cavalo
troteando por essa rua, desta nave.
Porto Alegre, 6 de maio de 1970
Do livro gaveta dos guardados.
4.10.12
Mais um livro na praça.
O lançamento do livro Poesias Pornográficas superou todas as expectativas. Sucesso de público e venda.
Para quem não pode comparecer e quiser adquirir o livro ainda temos alguns exemplares .
Para saber mais sobre as condições de pagamento e envio, entre em contato com a editora cozinha experimental
http://www.editoracozinhaexperimental.blogspot.com.br/
Para quem não pode comparecer e quiser adquirir o livro ainda temos alguns exemplares .
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http://www.editoracozinhaexperimental.blogspot.com.br/
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25.9.12
Poesias pornográficas
Na
próxima sexta-feira, dia 28 de Setembro às 19 horas na Praça São
Salvador (próximo ao metrô do Largo do Machado) será realizado o
lançamento do livro Poesias Pornográficas, uma coletânea que reúne
poemas libidinosos em Língua Portuguesa de diversos autores. A
publicação é uma parceria entre o Presença e a Editora Cozinha
Experimental, organizado por William Galdino e Barateza Duran e
ilustrado por Iuri Casaes e William Galdino.
Para esta
primeira edição foram produzidos cem exemplares, confeccionados
artesanalmente e que estarão a venda por um preço camarada no dia
do lançamento.
Todos
aqueles que quiserem aparecer para tomar uma cerva e trocar uma ideia
serão muito bem vindos.
Presença
& Editora Cozinha Experimental
6.9.12
30.8.12
A talentosa Dirinha
Poema que fará parte do livro Poesias Pornográficas, previsto para ser lançado no próximo mês numa parceria entre o Presença e a editora Cozinha Experimental.
A talentosa Dirinha
Dirinha no auge de sua
mocidade
vai de vinho pra ficar
mais a vontade
até a última gota no
gargalo.
Depois já sentindo a
embriaguez
e com o vinho
escorrendo sobre os peitos
a garrafa ganha nova
utilidade
vai e vem
entre e sai
-só na buceta-
com uma mão na
garrafa
e outra na rola
(que recebe fino trato na chupeta )
a sacana pede
grita
toda em brasa
“Quero pica
quero pica
e quero agora”
De imediato seu pedido
é atendido
e na xereca quentona e
molhada vai levando marretada de caceta.
Vira
..lambe
...chupa
sentasobedesce
de lado
pra cima
de ponta-cabeça
a boneca não tem pudor
de nada
satisfação garantida
…
puro talento e
eficiência.
André Luis Pontes
(Sem data)
22.8.12
11.8.12
Manuel Gouveia
Fui um dos aviciado
No vício da bebedeira,
Caindo pela poeira,
Dormindo de pé espalhado,
Entre a calçada, a chuva e o vento.
Mas dizem que padre bebe
Que fica se acabando.
Se acaso não for engano,
Vou me juntar a ele,
Beber até lascar o cano.
Aguardente é uma água
Feita pelo satanás.
Quem bebe dela pouquinho,
Só pretende beber mais.
O corpo puxa pra frente
E ela puxa pra trás.
Mas do que serve beber,
Além de beber, cuspir,
Além de cuspir, vomitar,
Além de vomitar, cair.
Em Fernando de Noronha
Tem pico, tem fortaleza,
Aqui é uma beleza
Que se avista o grande Atlântico.
O pessoal tão falando
Que a ilha vai progredir
Tem um campo de basquete
Pro povo se divertir.
(Manuel Gouveia, poeta noronhense)
6.7.12
Na bagagem
Um sol sintético
Num frasco transgênico,
frutas de labirinto,
a louça vitoriana,
os pontos pré-sorteados,
Maçãs do rosto apessegadas.
(Aos 05 de julho de 2012)
Num frasco transgênico,
frutas de labirinto,
a louça vitoriana,
os pontos pré-sorteados,
Maçãs do rosto apessegadas.
(Aos 05 de julho de 2012)
11.6.12
1.3.12
21.1.12
Paulo Leminski
Iniciando 2012 com o grande Leminski.
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" Aos 17 anos todo mundo é poeta, junto com as espinhas na cara todo mundo faz poesia(...) ser poeta aos 17 anos é fácil, eu quero ver alguém continuar acreditando em poesia aos 22 anos, aos 25 anos, aos 28 anos, aos 32 anos..."
.
.
.
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" Aos 17 anos todo mundo é poeta, junto com as espinhas na cara todo mundo faz poesia(...) ser poeta aos 17 anos é fácil, eu quero ver alguém continuar acreditando em poesia aos 22 anos, aos 25 anos, aos 28 anos, aos 32 anos..."
.
.
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25.12.11
Faina milenar
A pira racional
De nascença grega
E juventude cartesiana
Galgou de ferramenta
A ditadura.
O misticismo oriental
De abnegada entrega
E contemplação espartana
Falha em seu tento
De representar cura.
Análise e síntese, separadas,
Ostentam suas bandeiras fracassadas.
Aos 06 de agosto de 2006.
De nascença grega
E juventude cartesiana
Galgou de ferramenta
A ditadura.
O misticismo oriental
De abnegada entrega
E contemplação espartana
Falha em seu tento
De representar cura.
Análise e síntese, separadas,
Ostentam suas bandeiras fracassadas.
Aos 06 de agosto de 2006.
4.11.11
23.10.11
Ancestrais
Fala rapeize, e aí vamos tomar uma cerveja esta semana ?
Este poema não é inédito aqui mas queria (re)compartilhá-lo, continua atual. Abraços --
Ancestrais
Canto mesmerizante do vagar,
A estrada une pontos,
Desvela os ancestrais milionares;
O primeiro medo surgiu
Antes do advento da memória,
Há incontáveis séculos
Nadando em um mar revolto e –
No topo de cada uma das ondas insanas
A visão noturna de mil baleias,
Todas de olhos amarelos brilhantes,
Faróis no impenetrável da noite.
Em Tokyo infinitos insetos
Se apinham do lado direito
Da escada rolante;
As lágrimas traçando o primeiro caminho
No rosto cansado,
Defronte ao cânion rubro-dourado,
Nasceu o primogênito da paz pela força,
Do amargo-arsênico
Da dor pela palavra.
Polegar articulado, macaco moderno,
Navalha em punho
Faço a barba com a mão esquerda ligeiramente levantada,
Cacoete ainda
Da música do monolito negro
E choro gotas de unificação.
Em Beijing não há egos,
Estarreço diante do Grande Irmão;
Faça o quanto antes
As ansiosas contas
Com seu próprio passado.
(Beijing, aos 5 de fevereiro de 2010)
Este poema não é inédito aqui mas queria (re)compartilhá-lo, continua atual. Abraços --
Ancestrais
Canto mesmerizante do vagar,
A estrada une pontos,
Desvela os ancestrais milionares;
O primeiro medo surgiu
Antes do advento da memória,
Há incontáveis séculos
Nadando em um mar revolto e –
No topo de cada uma das ondas insanas
A visão noturna de mil baleias,
Todas de olhos amarelos brilhantes,
Faróis no impenetrável da noite.
Em Tokyo infinitos insetos
Se apinham do lado direito
Da escada rolante;
As lágrimas traçando o primeiro caminho
No rosto cansado,
Defronte ao cânion rubro-dourado,
Nasceu o primogênito da paz pela força,
Do amargo-arsênico
Da dor pela palavra.
Polegar articulado, macaco moderno,
Navalha em punho
Faço a barba com a mão esquerda ligeiramente levantada,
Cacoete ainda
Da música do monolito negro
E choro gotas de unificação.
Em Beijing não há egos,
Estarreço diante do Grande Irmão;
Faça o quanto antes
As ansiosas contas
Com seu próprio passado.
(Beijing, aos 5 de fevereiro de 2010)
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