23.2.07

Nuance

Dormes.
Envolta em meus braços
Um cordeiro indizível de belo,
Um sono de tal ternura,
De uma graça tal que perdura
Minha vigília insistente,
Meus olhos lassos
Ninam-te o sono
Em paixão quase demente.

Dormes.
Tua nuca trescala o perfume
Dos meus sonhos de menino.
Aperto-te a cintura
Em toque de precisa brandura,
Ronronas ao gesto sentindo,
Murmuras mimoso queixume
E dás-me a mão, alvissareira,
Maliciosamente sorrindo…


(Rio de Janeiro, 14 de dezembro de 2006)

4 comentários:

vinicius disse...

putz moçada, tá foda.
não consigo fazer login nesta merda de jeito algum.

temos aqui uma conspiração anti-presença?!

atenção renata, só falta vc! =)

continuarei tentando até o êxito,
presença!

isaac disse...

não há conspiração que páre a poesia, caríssimos !
vamos pra dentro, temos diversos lançamentos para breve, munição em abundância !!!
fantasia!
poesia!
boemia !

Renata disse...

Hum, tem gente com ciúme no recinto... seria nosso anti-herói?

Esse poema é uma declaração que faz qualquer mulher se render de joelhos, presa fácil. Intenso, como o amor matinal, que faz despertar as admirações mais cuidadosas e profundas e que está minuciosamente descrito através de tuas palavras. As reticências, ao final, dão toda a liberdade de imaginação necessária ao leitor.

(se bem que não precisa ser mto imaginativo pra saber o final, hahaha).

vinicius disse...

Ahá!

O ciúme compensa, digam o que disserem.

hehehehe.