12.9.07

O Trem

Há poucos podres anos
Comprei a passagem do trem
E com ela na mão
Não pude embarcar

Insuficiente bagagem

Alguém me falou com podres dentes
Que um dia tentara alegremente
Mas acabou frustrado e deprimido
E hoje mostra aos outros seu sorriso contido

Excesso de bagagem

Então, vi antes da porta fechar
Um homem de terno adentrar
Ao vagão da primeira classe
Sentou-se e foi servido com uisque

Subornara o bilheteiro.

(Fábio dos Santos)

Um comentário:

isaac disse...

meu broder ! cadê vc, tá sumido .. ?
bela poesia, o trem; niilismo nunca foi sinônimo de deprê pra mim, mas de olho vivo ...
abraços