12.10.07

Manhã de paz

Pensa na mulher amada... Claro
Como dia que raiou doirado agora
Cansado e a vista... Escura
Como as clausulas que te trouxeram
Ao contrato que assinou outrora.

Pensa no absurdo, e Nada
Que é sonho é realidade
Dois joelhos ralados - dobrados
E dos amigos deitados sem Vida
Que se vê e não se Chora

Sede honesto camarada
Valeu a pena?
Pena? do que?
Do EU jamais... nem do VOCÊ
É... esta manhã "Vitoriosa"

Os carros carregam as cruzes ENCARNADAS
Os hinos soam com glória
Não chora... sede homem!
Sede aquilo que não amou
Soldado.

(Fábio dos Santos)

2 comentários:

vinic disse...

"Pensa no absurdo, e Nada
Que é sonho é realidade"

O poema é um dos melhores do Fábio, dos que tive acesso até agora. Particularmente, eu gosto dessa exploração do viés mais dramático, um certo desespero resignado; a descoberta do "é assim" doendo no osso.

bom mesmo, muito bom.

Guto Leite disse...

Concordo com o Dom Vina no que tange ao bom gosto do tom desesperado desta lírica. Há muito que não pairava por estes ares, grata novidade! Grande abraço a todos.