17.8.06

Rude

rude

Estar livre é o grandioso sonhar.
Isso sonha quem anda preso.
Que isso de sonhar ser livre
É pensar e não fazer.
Óbvio.

Se chove demais não há muito o que se possa fazer
Mas sentar na chuva e sentir
Que a água escorrendo na cara é um sem contas
Preferível
Que três minutos de lamentos
Já vale a gripe do dia seguinte.
Porque de fato
Esperar a chuva passar é uma estupidez sem proporções.

Vale no jogo
O que do jogo faz parte.
Você fica pra trás
E reclama
E alguém na fila de trás passa à da frente.
Na sua frente.

Continue sonhando,
No banco de trás.


vinicius perenha - talvez abril de 2006

2 comentários:

maíra martins disse...

Sabe um daqueles dias que voce percebe as consequnecias das suas escolhas? Sabe aquele dia que voce está tão pressionado por si mesmo ou pelos outros que até chega a sufocar?
Pois, é...foi bom ter visitado esse poema hoje...

vinicius disse...

É Maíra, ninguém disse que as coisas seriam fáceis, certo?

Mas regular a pressão interna e evitar recorrer à ilusão das lamúrias serão atitudes sempre interessantes e, no mínimo, farão mais leves as próximas escolhas.

Aguardamos seus ultra secretos escritos. Para o caso de você algum dia decidir colocá-los para jogo, o espaço está aberto!