2.9.06

Vinícius Rosenthal

Antes tarde do que nunca para proceder à apresentação aqui no Presença do "poeta de um poema só".
Conheci o Lobão no curso de Filosofia da UERJ e - em meio à produção poética local que contava com André Bentes, Guilherme Borges, Vinícius Perenha, Rafael "Grego" Huguenin e Felipe "Abdul" Sandin, Rodrigo Ajooz e eu mesmo, entre outros - o Rosenthal escreveu apenas um poema, chamado "Bandeira" - o único necessário, conforme brincamos na época.
Simples e analítico, o poema vai direto ao ponto, pouca disposição para poupar, sendo a estrofe final o aspecto intuitivo da poesia. A ausência do ponto final no último verso me é especialmente intrigante.

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Bandeira

Todos com suas bandeiras
Bradam, gritam, reclamam
Não querem mais se submeter
Querem ser OUVIDOS
querem falar falar falar...

Todos com suas bandeiras
Esqueceram que o homem
tem dois ouvidos, e uma boca
para ouvuir duas vezes
mais do que falar.
- - - - - - - - - - - - - - - - -
Eu com minha bandeira...
sei que sou todos

Um comentário:

vinicius disse...

A capacidade do Genaro de botar o dedo na ferida é inclassificável.
Tanto, que fica constragedor interromper o silêncio.
Mas vou tentar assim mesmo:
Ele é o cara que dá nome aos bois.
hehe.