30.6.07

Ama

Ferve-me o corpo tua presença
E rubra calorosa a face fica
Trépidos os atos e as pálpebras
Dos meus olhos teimosos que te fitam
Desejosos os meus lábios ficam mudos
Conquanto bêbado lhes diriam quase tudo
Ansiosos em tocar-te a boca - almofadas de veludo

Furto-me olhar-te direto aos olhos
Tal com servo não faria a sua senhora
E submisso recolho-me ao amor
Egoísta e só meu que tenho agora

Umedecidos os olhos ficam
Como desejo ver-te as íntimas nuâncias
Onde afogaria meu instinto primitivo
De dar a ti um presente - uma criança
Herdeira de tua beleza e ternura
Que mostraria a todos nosso amor
Ao brincar alegremente pelas ruas

Furto-me a dizer-te direto aos olhos
Tal como mudo fico à sua presença
E que me faz teu servo - teu escravo
Sua nobre e senhoril indiferença

(Fábio dos Santos)

3 comentários:

isaac disse...

ultra-romantismo, lord byron destilado... uma estruturação muito madura, gramatical e semanticamente falando, o poema é lindo e eloquente.

Anne Baylor disse...

OLá...

Zapeando pelo blog do Guto,
achei vc,
e que achado!!

Visite-me.


Um bjo.

=]

isaac disse...

aloha fabio, imagino que o comentario acima seja pra vc :)