2.10.06

Mundo real

De um novo lote de poesias do Leo, me chegou "Mundo real". Os novos tomos que me chegaram às mãos, cada um com cerca de 6 poemas, indicam uma mudança nas recentes composições, até mesmo de um lote em relação a outro.
Os novos poemas continuam (trans)pirando sensibilidade, ainda um pouco subjetiva mas definitivamente mais certeira, mais anelante e mesmo pungente, pelo aprimoramento estrutural em conseguir literarizar com mais perfeição o conhecido embate "fantasia" vs "real".
Pessoalmente tenho me deleitado com estes novos lotes, que me trouxeram grande proveito e prazer em sua leitura.

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Mundo real

O sol de sempre é gasto
E a chuva também desgasta
Caiu aqui perto de mim
No Mundo que insiste em viver

Eu oro para arrefecer a dor
De ter a impressão que passo
Vou embora daqui em breve
E o Mundo perdura até hoje

Olha o que vai acontecendo !
Vida e morte
Não importa quem vêm
Do Mundo é o cenário

Medos de nada que existe
Desiste de você agora
Senti que o canto soou
O tempo no Mundo não demora

E eu que me achei o Mundo...
Junto do corpo ainda permaneço
Desço descalço de medo
Para sentir que estou no Mundo

Só sinto que existo se sinto
Acalma por hora
Dorme um pouco
O Mundo vai continuar

(Leonardo Schuery, em 29 de junho de 2006)

2 comentários:

Renata disse...

De um pulo foi ao céu.
Quando caiu, era fagulha.
Quando subiu de novo, já era deus.

mto bom, mto bom.

vinicius disse...

Será cada mundo limitado apenas pela colisão com outros dois - o que nele cabe (micro) e o que o suporta (macro) - ou então, existirá o Um mundo, abarcando toda e qq confluência?

Eu que pensava que era o mundo fiquei meio receoso...hehe.

Belo poema.