18.7.08

Marujo

Abriu a garatuja,
o marujo.
Enigmático,
encheu o cachimbo de chumbo,
respiro plúmbeo,

próximo

ao tanque de diesel de boreste.
Entrópico, o navio
pelos ares
em mil pedaços desiguais
picotando os mares
de carne, sangue e metais


(Macaé, aos 06 de julho de 2008)

5 comentários:

Guto Leite disse...

Que beleza, poeta! Vários bons momentos de verso... predileto? "respiro plúmbeo", no duplo sentido do verbo-substantivo. Grande abraço e arte a todos do Presença!

Anne Baylor disse...

Que bacana..
Pq não vim aqui antes???
Ah..
Pq ainda naõ tinha esbarrado no link..
É isso..
Agora..
Venho sempre.

beiJOS.

william disse...

Seria um respiro casual?Pela data fruto do último embarque. Que esses dias em terra sejam bons para um retorno mais sereno.

william disse...

...e pra segurança dos tripulantes.
Bem sacado o "próximo" perto/entre as duas estrofes.

Vinicius disse...

Rapaz,
esse pessoal sabe o risco que tá correndo?

E depois nego vem dizer que a poesia não tem utilidade. Olha lá, o navio continua inteirinho.

; )