2.12.06

rafael saraiva

rafael saraiva sou eu.
meu forte não é a rima,
mas prometo que vou me esforçar.
como entrei por último, posso ficar no gol.
honrado com o presente-convite,
por hora vou de:

espiral
sonho helicoidal
de rima ritual
primogênito desafio
que estoura ao infinito
a sinopse do tudo não pára
é a vida em dois fios
que corre e corre e voa
mas volta
na hipnótica revolução
do áureo sempre-pra-sempre
labirinto espiral

rio, novembro ‘06
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3 comentários:

isaac disse...

bem vindo, mein braudlin

vejam, o camarada estreiou com um poema que pode ser ao mesmo tempo de uma densidade muito grande ou de uma densidade muito pequena.

a forma simples, poucas frases com mais de 3 palavras...

mas se vc começa a reler as palavras, focar nelas, no seu conteúdo possível, a leitura súbito ganha maior textura.

william galdino disse...

Bem vindo rapaz.

vinicius disse...

carai,

corre e corre e voa e volta e corre e corre e voa e volta e corre e voa e volta e voa e corre e corre e volta; e volta, mesmo. gostei.

a cereja do bolo é o adjetivo "espiral".

grande abraço.