26.1.07

Amálgama

aloha poesia !
poesia rumo a alfa-centaurus.
sensação,
frêmito pulsátil,
êxtase tátil

* * *

Cingo-te toda, o frêmito pulsátil
De teu dedicado ser, que passeia
Em meus braços, é o fator que incendeia
A nascente deste êxtase tátil.

Entrego-me na doçura insular
Da unidade total do que tu fazes
Com o que tu és, as graças loquazes
Que ecoas – a reação pupilar

Te define: tua ânsia de fluir,
Teu desejo nato de permitir
Se traduzem em teu toque saudável.

Intumesço-me em excitação pura
E o abraço genital que traz cura
Nos une em amálgama inseparável.

(Fernando de Noronha, 25 de novembro de 2006)

2 comentários:

isaac disse...

uma pergunta: lugares bonitos trazem poesia, por si só?
estimulam a pena do poeta, de modo que este apenas maneja-a?

poesia rumo ao espaço sideral !

renata disse...

certo que lugares lindos, como noronha, trazem poesia embutidos em si.
mas, ainda assim, acho que depende da vontade de cada poeta colocar seu pedaço de poesia - que é relativo, nunca absoluto - no papel.
beijo