18.11.07

Canção de Balthus

A ponta dos dedos
acende a boca de fala úmida

Abre-se o botão entocado

Desabrochar de flor vermelha

Torna-se fruto
Amadurece junto aoslábios

Faz-se roxa

Amora madura

Despenca em fuga
Um gemido

(corda esticada)

Prenúncio
do tenso e aberto sorriso.

Novembrode 2007.

2 comentários:

Rafael disse...

Um William poético e tenro.
Só terá que me dizer quem é o Balthus...
Entre um copo e outro de cerveja, no encontro dessa quarta, saberei.

Presença!

FlaM disse...

Uau...

teu amigo rafa há de enrubrecer...
saio me abanando...

(AMEI)