22.4.08

Água lisa

Interferência digital sobre técnica mista, 2008.


Desce o riso pela nuca
Numa linha curva
E repousa entre a brancura das costas
E as coxas em que me deito

Levante de cílios
Abraço de mundo em fim

Canto de boca

Olhar úmido

Música de ponta de dedo

Nome em sussurro deslizando pelas orelhas

E sobre a mesa
descansam juntas as mãos

Entre os pratos dos nossos quereres.

2007.

2 comentários:

isaac disse...

um poema sacana, mas desta vez sem os olhares geográfico-antropológicos sobre a paisagem esplanada e quente do rio de janeiro.
o poema é de 2007, certamente um outro momento.
água lisa traz alento aos que andam pelos cantos, nos lows procurando os highs

FlaM disse...

bem...
este...
escorreu todinho

por entre os dedos...

nem saltei...
fui pelo ralo...