1.4.08

Inebriante

leitores e poetas do presenca !
aproveitando a escalada no nosso rol de leitoras e ainda na serie de sucessivos poemas romanticos que aqui tenho postado - hora perfeita de lancar o "inebriante".
abracos a todos !

- - -

Era virgem.
Atè que, no limite,
Explodiram-lhe os hormonios.
Que libido resiste
Aos doces demonios
Clamando por sexo?

A primeira estocada
Abriu-lhe, dolorosa,
Os grandes làbios, inchados;
Tìmida mas fogosa
Gozou como se em guerra.

Estocou no ventre o fèrtil leite
Do macho que lhe fodeu
À alta madrugada;
E as gotas que lambeu
Da quente rola, jà cansada -
As poucas que sobraram.

Femea inebriante,
Linda mulher e jà completa,
Os bagos rocando-lhe as nàdegas,
Cadenciando a foda seleta
Dos gozosos e amantes seres,
Ofegantes nos tantos prazeres
Da còpula, de amor repleta.

Jà sem ar deitou-se, jeitosa,
Acomodou-se no peito parceiro,
Suspirou com uma graca felina
E fez-se um sonho fagueiro -
Total triunfo da Natureza,
Femea prenhe e feliz,
Em sua voluptuosa beleza.


(Siem Reap, Cambodja - aos 01 de Abril de 2008)

5 comentários:

william disse...

Haha, fuderoso e singelo como Bocage,será que o marujo deixará alguns herdeiros pela ásia rs.Dando continuidade a este romantismo em brasa posto o "cantiga pra ninar tubarões".

Guto Leite disse...

Hahaha, muito bom, dom Will. Muito bem colocado! Que bela visita fiz hoje às páginas do Presença!

MARCIA disse...

Pelo visto os ares asiáticos são quentes mesmo....

FlaM disse...

Isaac, deste eu decididamente não gostei (do comentário introdutório ao poema). Escrevi um comentário, mas sempre acho que a crítica detalhada deixa de ser generosa para ser corrosiva, inclusive das relações. Então me inibi. Me escreva se vc quiser conversar a respeito.
bj, Flávia

FlaM disse...

Ah! tem meu email lá no meu perfil.