20.11.06

Aos clássicos

As trovas que dardejo e já publico
Em carnação de outros mestres beberam,
Tuberculosas rimas que edifico
Às clássicas penas que já houveram.

Sois de minh´átona harpa o exemplo,
Poetas mil que a língua sublimaram !
Em vossas clássicas messes contemplo
Auroras que o vernáculo adornaram.

Lúdico Caeiro, real Redol,
O brilho de Pessoa! Tal o sol
Me acolhem, na leitura outonal

De suas letras - oh! mestre Cesário !
Saúdo-te o inefável relicário,
Em gentileza transgeracional !

(Isaac Frederico, em 20 de novembro de 2006)

3 comentários:

william galdino disse...

O movimento é perpétuo, bebamos da taça dos afins.

vinicius disse...

A acuidade da lembrança é plena; vivas a poesia experimental, de calçada e etc., no entanto, negar os clássicos e já tão aclamados poetas, só pela "alternativice" seria uma calamidade.
O poema assume sua temática e utiliza uma estrutura, rimas e vocábulos, ainda, mais rebuscados, ou simplesmente "saiu assim"?

isaac disse...

o rebuscamento (ou a tentativa de) veio em conjunto com a proposta de resgate dos clássicos ... e não deverá se resumir apenas a este poema.
abraços da estrada